segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Destino Bahia - Parte 2/7 - Ilha Bela a Paraty

Ilha Bela a Paraty, aprox 77 milhas

Essa distância depende de onde você entra já que tem muuitos lugares lindos pra visitar. 

Noite bem dormida seguimos viagem, fizemos uma motorada tranquilha até Paraty. Já na saída um vento excelente, barco a 7 nós fácil, também pudera com uma genoa daquele tamanho ajuda bastante. Fomos dando bordo buscando alinhamento a Paraty e no PENÚLTIMO bordo, o cabo da genoa não foi manuseado a tempo e a vela ficou nas cruzetas e lá se foi a genoa, um baita rasgo. Bom,,,, havia outra, menor mas ainda não entendi porque o comandante (e dono do barco) não quis fazer a troca pois preferiu ir a motor. 

Essa foto foi logo na saída de Ilha Bela, um vento excelente


Passamos por fora das ilhas e perdemos vários pontos lindíssimos de se ficar, mas o intuito da viagem era entregar o barco. Chegando em Paraty pela manhã, tiraram essa foto. Minha com certeza não foi, pois não era meu turno, não tenho maquina fotografia e nem sei tirar fotos boas kkkkkk

Meu turno havia sido até as 4h e as 7h ja estava no cockpit pra ver a chegada e dar uma olhada na rota ja que fiquei encarregado dela. Essa tarefa nao me agrada muito porque acho de muita responsabilidade se errar ferrou, não é dificil e até divertido mas,,,,,, então adotamos que eu faria a rota e depois pelo menos mais 2 pessoas a revisariam. Mais a noite conversando com o Andre ele me contou que muita gente bete numa laje, que pra variar esqueci o nome, e revendo o tracklog,,, haviamos passado EM CIMA da tal lage, totalmente fora da rota que eu havia traçado. Presumo que era maré alta, senão teríamos ficado por la.

Praia do Cantagalo, mais conhecida como "Praia dos Vagabundos"




Ai ficamos pra repor as forças, limpar o barco, reabastecer ir visitar o brechó nautico, deixar umas peças e pegar uma corrente de 20 metros.

Nesse dia recebemos a visita do querido amigo e morador local Ziegot e Andre. Lá atras sou eu, fui nadando do barco à praia.

Tai a turma reunida .

Eeeee como ninguém é de ferro, vamos ao que interessa.... 

Durante a tarde o Got fez 2 pães deliciosos, comecei a pegar a receita mas tive que outros afazeres e acabei perdendo a oportunidade de aprender.

Compramos uns peixes pro Ricardo mostrar seus dotes culinários, já que era o cozinheiro oficial.

Enquanto isso o papo corria solto a bordo, hora magica essa do fim do dia.



E tá ai o resultado

A noite o Andre se junta a nós. 
Dá uma olhada no capricho cdo prato do Ricardo 

E como temos que manter a tradiçao,,,,,, que venha o xurras....

Feito por mim,,,,, claro kkk


Nossa passagem por Paraty foi essa, abastecer, descansar, comer e seguir. Proxima perna, Paraty - Buzios.
O local é magico, pena que ficamos pouco tempo mas fim do ano estamos escalados pra ir de férias de novo e ai sim, ficar com calma, dormir sem hora pra acordar, realmente ficar sem fazer nada até enjoar.

T+

JD

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Destino Bahia - Parte 1/7 - Antonina a Ilha Bela

Salve pessoal,

Como prometido só irei postar o que for mais relevante senão fica sem sentido e chato tudo isso aqui.

Desta vez foi grande, pelo menos pra mim, 3 anos atras não passava da Ilha do Teixeira, depois fui a Porto Belo, depois Paraty e agora,,,,, levamos um Main35 pra Itaparica - BA

Total de 23 dias parando em Ilha bela, Paraty, Búzios, Vitoria, Caravelas, Ilhéus e finalmente em Itaparica. A tripulação foi composta por mim, Pio (comandante), Ricardo (Taifeiro) e o Patrick

O Comandante Pio veio da Bahia para preparar o barco, ficou uns 2 meses e trabalhou muito, barco dá muito, mas muito trabalho e numas das minhas idas para dar uma força, perguntei: "Ohh Pio,,, cadê o guincho, não tem?" kkkk
Essa foi uma noticia não muito boa, mas a pior foi que o piloto automático não funcionou,,, pqp, 1200 milhas no braço não seria fácil, mas eu estava muito focado na viagem e fomos assim mesmo.

Não me lembro de todas as datas pois quando se está embarcado perde-se a referência de tempo rapidinho mas vai o que tenho:

Dia 20/06 - Saida de Antonina - Ilha bela a 219 milhas


Galera animada 


Saímos 3a. feira a tarde para ancorar na Ilha das Peças já nos ambientando com o barco e seu balanço e já calibrando o Labirinto.
Pegamos o fim de uma frente fria e bota fria nisso, eu estava com roupa de tempo (tudo impermeável) e a 2a. pele da Sollo, aquela mais grossa, comprei uma bota excelente contra agua, não entrava uma gota, mas também não saia e a meia ficava úmida rapidamente e claro,,,, a toca, item obrigatório para os carecas.





Dia 21/06 - Saida de Paranaguá
Na madrugada perdemos a âncora numa rodada de maré pois o Kanoa não usava corrente, somente cabo. As 5h da manha já estávamos quase fora do rio. Seguimos para a Paranaguá no Porto Oceania para comprar outra. Inicialmente íamos sair pelo canal Norte, já passei la várias vezes sem o menor problema mas o comandante foi aconselhado a sair pelo Sueste, virado para o sul mas acabamos saindo pela Galheta, mexida como sempre e dando o bordo (virando) antes da boia 1.

Aqui o Pio fazendo oferendas pela troca de nome do barco


O Plano inicial era seguir direto a Paraty onde segundo os cálculos astronômicos e metafísicos seria em 2 noites e 2 noites dos infernos vento contra e forte, motor em alta fazendo 3 ou 4 nós.
Lá pelas tantas perdemos uma bombona de diesel  e desviamos para Ilhabela, passando Alcatrazes  entrou vento muito bom e disparamos na velocidade, pena que ja era na chegada.

Amanhecer no meio do mar, horário único e incrivelmente belo.

Turnos sempre e dupla pois estávamos sem o piloto automático então o barco foi levado na mão até o destino, 100% do tempo em navegação com pelo menos 2 tripulas no cockpit.


Atracamos no Yatch Clube de Ilha Bela sempre muito bem recebidos pelo pessoal. Ali pusemos o barco em ordem, compras, agua e diesel e claro,,,,,, um merecido descanso.


Logo posto o restantante

T+

JD



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Velejadas - 1o. semestre 2017

Então,

Após a viagem de férias a coisa foi devagar quase parando, mas no sentido de coisas novas ou cagadas novas. Como fomos beeem longe para os nossos parâmetros, tanto tempo e tão variados lugares é certo que queremos mais, bem mais e voltar pro quintal de casa é fodss.
Fico imaginando o que sente quem dá a volta ao mundo e retorna pra casa.

Pra não dizer que não fizemos nada, navegamos sim, mas aquele feijão com arroz, (Ilha do Teixeira, Cobras, Mel, Peças) a exceção foram as regatas e uma rápida visita à Ilha dos Papagaios, aquela do meu encalhe ali na entrada do Varadouro, ohh lugar lindo.

28 Jan 2017 - Ilha do Teixeira

Tivemos a visita do irmão da Leandra e da namorada. Ela tinha medo de água quando não dava pé, com muita calma fomos mostrando o que fazer e logo pegou o jeito e em seguida quase foi escalada pra ajudar a limpar o casco hahahaha. Dono de barco é assim, enquanto o povo se diverte você inventa uma brincadeira de mergulhar e já que esta mergulhando porque não passar um paninho no casco, quilha, leme e rabeta, limpar tomas de casco, hélice, Rabeta e as entradas de água, etc etc etc. Por acaso você sabe qual o melhor barco do mundo? Resposta laaa embaixo no "PS"

Foto de celular é uma desgraça mas foi o que deu pra fazer

Tai o elemento

E a tarde conseguimos uma velejadinha basica, 4.5 nós de velocidade já da pra brincar


04 Mar 2017 - Ilha das Peças

Pra não perder o costume fomos até a Ilha das Peças, é uma das poucas praias da baia, deve ter mais mas essa é a preferida. Têm restaurantes e com sorte crianças para o Marco brincar.


Dessa vez deixei o barco em frente ao restaurante e não la no rio. 





25 Mar 2017 - Ilha do Teixeira

Passeio de fds só até a ilha do Teixeira. Desta vez foi show de bola pra velejar, já sai da poita à vela. Após uns muitos bordos passei a ilha distante 5 milhas isso tudo porque o vento é de frente, na cara.

Animados pensamos em seguir até a ilha das cobras mas o vento miou as 14:40h e ficamos a deriva, ai o jeito foi ligar o vento de porão.

Abaixo o tracklog (traçado) da velejada


A todo pano

e com 400 litros de água nos tanques, mais 50 potável, mais 100 litros de diesel, mais 30 kg do botinho, mais 30 kg do motor do botinho, mais 10 kg de gasolina, mais xxxx kg de cerveja,carne etc etc etc e ainda assim chegamos a 6 nos de velocidade. Parece pouco, mas estávamos quase que com capacidade máxima de carga e no ESTOFO, quando a maré não sobe nem desce.


Quando acabou o vento, voltamos para a Ilha do Teixeira pra passar a noite próximo aos queridos amigos do Veleiro TUTATIS, Sandra e Prieto. Barco que, lamentavelmente já foi vendido, pois estava na nossa mira, só faltou dinheiro.

Aqui estávamos tentando fazer funcionar meu AIS

E no fim da tarde seguimos para o CNA


17 Abr 2017 - Regata Ilha das Cobras

De novo me meti em regata, não gosto muito porque não tenho equipamento correto pra isso, mas aprende-se alguma coisa. Se todos os barcos fossem de cruzeiro seria diferente, mas competir com quem é construído pra andar rápido é frustrante, mas fomos.............

Olha como amanheceu Antonina.


E como la é a caçarola do inferno de quente, em 2 toques a neblina desapareceu


Já na largada foi frustrante, com a maré na vazante, acabei passando da boia de largada e tive que voltar e SEM VENTOOOO levei uma eternidade.


Seguimos em último, o destino era a ilha das Peças, umas 10 milhas aprox.

Tínhamos que contornar uma boia que era NO canal e nessa chegou um navio,,,,, mas um puta navio e claro que íamos passar ao mesmo tempo, ai aproava pro vento pra diminuir a velocidade, deu certo e o cara passou.

E nessa (não tenho fotos) a marinha me fez uma visita, alias 2 pra perguntar sobre a regata. Que nao deveríamos estar ali etc e tal... Ok comandante, sem problemas, respondi e fui...


E não é que deu o 3o. lugar de novo


Chegamos e a juría (comissão da regata) já pronta pra ir pra terra, nem  nos esperaram. Ultimo lugar é fodsss.

Quando em terra o Marco só sossega se tem companhia, ai esqueçam do piá


Dia seguinte fomos para um lugar chamado Puruquara, acho que é assim que se escreve.  Lugar tranquilo, água espelhada e um silencio ensurdecedor, já que só escutamos o zumbido do ouvido hahahahaha.

Seguimos em 4 barcos, Furioso, Prisma, Austral e Day off


Essa é a entrada do canal ainda na baia. Pensa num canal estreito, raso e perigoso é lá


Mas olha só o lugar.




Todo mundo a Contrabordo comendo, bebendo, contando historias e planejando outras.

Essa foi a última foto, mas no retorno tivemos um encalhe, isto é 2. Pra navegar nesse lugar, TEM QUE SEGUIR O TRAÇADO, porque é um canal muito estreito e numa dessas o Pádua, do Austral, se distraiu e bummm. ja ficou na margem.

Tentamos adernar o barco pelo mastro e nada,,, vira mexe rola e a água baixando, quando me dei conta já estava 1 palmo abaixo da linha d´agua, ai o Pádua amarrou na proa e o Furioso, com tudo a sua fúria retirou o barco do lugar tudo isso muito, mas muito rápido.

Enquanto comemorávamos o feito, foi a vez do Prisma encalhar. Ele é um veleiro de aço pqp de pesado de 36 pés aí meu caro,,, o bicho pega porque nem o Furioso com toda a sua fúria não ia mover 1mm aquele barcão do lugar. Por sorte seu potente conseguiu sair sem muita dificuldade. Mas que apertou, ahh apertou hahahahaha.

De resto foi tranquilo,,, sem vento, claro. Maré contra óbvio e quando chegamos na poita um puta ventão pra atrapalhar, ninguém merece.

Por agora é só, semana que vem temos novidade.

PS: é o barco do amigo. hahahahaha

T+

JD





segunda-feira, 20 de março de 2017

Furioso à venda

Prezados amigos, 

O Furioso está à venda mas não desistimos da vida a bordo, muito pelo contrário, as férias de Janeiro foi um test drive para termos uma amostra de como é a vida a bordo mesmo estando em ritmo de férias.

Ficamos 30 dias embarcados e a impressão foi a melhor possível. O Furioso é um Samoa 28 construído por mim ao longo de 5 anos e 16 dias nos fundos da minha casa como podem ver na guia HISTORIA DA CONSTRUÇÃO logo acima.

Modéstia às favas, foi muito bem construído sempre utilizando material da melhor qualidade, chapas de compensado NAVAL com miolo de cedro da FRANK COMPENSADOS ao custo de mais de 300% de uma placa "comum" e não foram poucas. Resina Epoxi da TECPOXI, tinta hiper cara para o tanque de diesel e outra tinta hiper cara para o tanque dágua seguindo fielmente o projeto sem NENHUMA, mas NENHUMA gambiarra. Deu trabalho, e muito, mas valeu a pena.

Ele está a venda porque iremos começar a fase 3 do projeto, ZARPAR, vamos embora. Como todo projeto ainda estamos na fase do planejamento e isso dá um puta trabalho pode acreditar.

Para realizar a 3a. fase queremos ir longe, bem longe e não é que não dê pra ir com um 28 pés, claro que dá, mas o conforto não é o mesmo, pelo menos pra mim falta mais espaço pras tranqueiras.

Sendo assim definimos que um 36 pés é o máximo que podemos MANTER, já que comprar é fácil, tem um monte por ai a preços muito atrativos. O problema será reformar e fazer com que ele fique confiável para uma travessia de vários dias, ai você pode reservar muuuuuuito dinheiro e tempo.

O Furioso é de 2014, é tudo novo, motor 21hp com 600 horas de uso, o projeto indica um de 14 hp, casco hiper reforçado, tudo aço inox 316, eletrônicos com recursos excelentes e a não apenas com GPS e Radio, a lista completa irá abaixo. Tudo isso faz com que o preço dele fique alto em relação ao mercado. Tenho claro que o comprador será a pessoa que quer AQUELE barco e não UM barco, o que é bem diferente e toda a vida do Barco está descrita neste blog desde o início.

Se vendermos até o fim deste ano, compraremos outro rapidamente porque ja tenho alguns 36 pés em vista, inclusive para concluir a obra e quero preferencialmente os projetos do Cabinho, ja que confio neles e gosto da disposição interna por mais que o alguns torçam o nariz mas se isto não ocorrer, iremos com o Furioso mesmo pois possui 2 grandes camarotes sendo o de popa do Marco e será dividido ao meio para ser também um paiol.

Caso tenha interesse e quiser fazer uma comparação com outro barco, faça o inventário do outro e compare com a lista abaixo e verá porque a diferença de preço.

Aceito propostas porque é uma prática de mercado, mas querer uma exorbitância de desconto obviamente não rola.

É isso, estou a disposição caso tenha interesse conversamos em PVT.

Abraços

Jorge Dias

INVENTÁRIO - FURIOSO

- Casco de Strip Planking - É feito em "sanduiche". Por fora 2 camadas de tecido 800x225, no meio 20mm de madeira Cedro Rosa, internamente 2 camadas de tecido 800x225 gramas fazendo um casco extremamente forte, essa gramatura é usado no Cabo Horn de 40 pés

- Velas Dacron - Piccolo
   - Genoa 100%
   - Mestra
   - Gennaker
- Gurupes com sistema de roldas e trava
- Escada de Inox no mastro até o topo
- Escada de Inox na popa
- Carro roletado Batten Car - Vela Mestra sobe e desce rapidamente sem enroscar 
- Lazy jack UV com roldanas para recolhimento ao mastro permitindo subir a mestra sem precisar alinhar totalmente com o vento
- 2 catracas nr 40
- 2 catracas nr 32
- 2 Manicacas
- Porta Manicaca
- Mastro Manotaço conforme projeto
- Pau de SPI
- Sistema de recolher o pau ao mastro
- Enrolador de genoa #0HL
- Trilho para carro roletado
- 7 coletes
- Refletor de radar
- Cana de leme
- Sistema de leme de bucha com eixo de leme em aço inox
- Leme de madeira maciço (Construção no blog) 
- Púlpito de proa, guarda mancebos, cunhos e Targa em aço 316
- Equipamentos de vela de convés todos Nautos
- Tanque de combustível com tinta especial para diesel (R$400 o galão)
- Tanque de água com tinta especial para agua potável (R$400 o galão)
- 2 U-Boat - Usado para reboque de embarcações
- 7 cunhos em aço inox
- Roldanas para Balão
- Doghouse 
- Bimini retrátil de fácil desmontagem para lavar
- Fechamento Lateral - Tecido de mesma cor do bimini com janela transparente
- Targa reforçada com turco para bote inflável e motor
- Bússola de antepara iluminada
- Diversos armários e paióis espaçosos 
- Material salvatagem obrigatório 100%
- Chartplotter Garmin echomap50s
  - Carta náutica garmin
  - Carta Nautica GPSMAPAS
- Radio Garmin 200i
  - Com tecla DISTRESS, pode ser integrado com chartplotter para receber posição 
- Registro MMSI
- Garmin GHS10 - é a extenção do rádio 200i, fica na parte externa
- Piloto Automático ST2000 Raymarine
- 2 Gaiutas convés Goiot
- 3 vigias laterais Goiot
- Chuveiro de popa para água doce
- Boiler 30 litros (Motor e Elétrico)
- Sanitário com kit elétrico MPS + parte peças para reversão a manual
- Filtro de carvão ativado para água doce após bomba pressurizada
- Chuveiro retrátil com água quente no banheiro para pia e banho
- 2 bombas elétricas de porão
- 1 bomba manual
- Geladeira de 120l com Kit Elber
- Bomba elétrica de água doce para cozinha, banheiro e chuveiro de popa
- Bomba de pedal - Salgada - Somente cozinha
- Tanque de água doce para 400 litros independentes
- Tanque de diesel para 100 litros
- Tanque de espera (holding tank) de águas negras de 100 litros
- 3 extintores
- 2 ventiladores
- Toda as tomadas de casco e registros em aço inox
- Cuba de cozinha e banheiro em aço inox 304
- Churrasqueira em acho inox MAGMA de pedestal
- Todas as lâmpadas Led
- Led na Targa
- Buzina corneta com acionamento interno e externo
- Luz de navegação topo mastro - optolamp com 5 luzes, fundeio rapido e fixo
- Chave elétrica de comutação de 3 posições
- 3 baterias de 150A Serviço novas (dezembro/2016)
- 1 bateria de 100A - Motor mais antiga
- Motor Yanmar 3ym20 de 21HP com 600 horas ano 2014.
- Alternador de 125a - Normalmente no Brasil é de 60A no máximo
- Rabeta SD20
- Hélice de 2 pás
- 2 placas solares de 85W
- Controlador de carga Phocos 10A
- Interface controlador para computador
- Fogão todo em aco inox (sailor)
- Botijão de Gas P5 (nao é liquinho)
- Guincho elétrico de 1000w com comandos de pé na proa e no painel de comando no cockpit.
- Destorcedor de corrente 10mm
- Trava de corrente de proa, dispensa cabresto de corrente
- Corrente galvanizada de 70m
- Ancora Bruce de 10 kg
- Ancora Bruce de 7,5 kg
- 1 Cabo 50m
- 4 Cabos de atracação
- 2 Cabos de gennaker de 21m
- Boia de arrinque
- Crock


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Férias 2016 / 2017 - Parte 3

Continuando,,,,,

OFF TOPIC - mas é bom pra quem vai sair da poita

Nos posts anteriores mostrei a manutenção anual do Furioso, sim, faço anual e faço MANUTENÇÃO e REVISÃO e não apenas lavo, troco óleo e calibro pneus como nas concessionárias de carro e dizem que a revisão foi feita.

Tanques de agua e Diesel, oleo, todos os filtros, correias, contatos elétricos, bombas de porão, registros, caixa de ancora, marcação de corrente, reapertar tudo que é parafuso, lixar TODO o casco, leme e quilha, passar fundo e venenosa conforme manda a ficha técnica do produto e não os parpites do povo, se bem que em antonina todo mundo é mestre em cracas, ohh lugarzinho......

E como íamos ficar 30 dias a bordo, troquei as baterias, desta vez parti pra ignorância. Eram 2 de 105A, substitui por 3 de 150A pra não me incomodar.

Aqui vai uma explicação de como funciona essa bagaça. Participo de um grupo que os caras são doutores no assunto e aprendi com eles, então, conhecimento recebido,,, conhecimento repassado. ANOTA ai...

Uma bateria de ciclo profundo ou estacionaria, como queiram, pode fazer 2500 recargas segundo o fabricante, mas desde que com 12,7 volts (90%) você já coloque para recarregar. Sacaste??
Se você deixar chegar a 0 volts, se já não matou a bateria vai matar rapidinho, isto é, ela não vai recarregar como antes e aquelas 2500 ciclos serão bem menores. Tem baterias melhores? Claro que tem, mas custam o zóio da cara e não estão na minha lista de compras, só na de desejos, por isso as Baterias Mouras de 900 pilas cada.

Então, no meu caso quando chega a 12,5V, o que da mais de 70% eu ja ligo o motor para recarregar e preservar a bateria.

A placa solar ajuda e dependendo da potência resolve, pois irão repor o que usou a noite, mas tem que ter sol né, e aqui no sul isso não é constante então complica.

Ocorre que eu não havia tido a oportunidade de medir a carga e a descarga das baterias porque é corrente contínua e você precisa de um equipamento especial para tanto. O meu alicate amperímetro é pra corrente alternada (aquela da tomada) paguei 250 reais, e já achei caríssimo, pra medir corrente contínua custa até 900 reais, então emprestei um e fiz as medições.

Geeente,,, como manter a cerveja gelada é complicado. Tenho um kit de geladeira da Elber e os eingeinheiros dizem que consome apenas 4A,,,,,,,, o Ó que consome 4A,,, foi a 6,5A e com 40graus la fora, tem que pôr no máximo e cercar com arame farpado pra ninguém ficar abrindo.

Anota ai:
O vaso sanitário consome 8 amperes, o Radio se apertar o PTT, 6 amperes, o piloto 1,5A, gps 0,5, cada ventilador 1,2A, guincho 80A e por ai vai enta o pra baixar para os 80% da bateria é um pulinho.
Se chover ferrou, porque só tenho placa solar e motor, vou colocar logo um eólico, ai complementa. Muita gente diz que é barulhento e não compensa etc. Como assim não compensa? Por causa do barulho? Ah tá, e o motor? além de gastar diesel, tem que funcionar um tempão para repor parte da carga. Se o eólico está enchendo o saco antes de encher toda a bateria,,,, trava e pronto.

Bom,,, fica ai a dica do meu caso, cada instalação tem sua particularidade então veja la se te ajuda.

Voltando à viagem,,,,,,


Dia 24 de Dezembro fomos a Angra dos Reis fazer compras e repor a comida e bebida dos barcos. Pensa num lugar "crowdiado" tinha barco saindo pelo ladrão de tanta gente e fomos pro Piratas.



Ancoramos ao largo e fomos no Relax


Por sorte achamos lugar no trapiche para deixar o barco.



Fomos ao supermercado, abastecemos de diesel e rapidinho vazamos dali, já não estávamos mais acostumados com muvuca e retornamos ao Sitio Forte para preparar a ceia de natal.
                                       

Foto do drone do Prieto
                                       


Ocorre que o Marco queria uma "Nurf" acho que é assim que se escreve é aquela arma de ar comprimido para crianças e ficou pentelhando porque ele achava que o Papai Noel não ia nos achar porque ficávamos mudando de praia todos os dias. Sim, ele acredita em Papai Noel, os céticos que me perdoem mas eu acho legal e pronto.
Ai, vira, mexe e rola, dissemos que havíamos mandado as coordenadas da ilha, que ele não ia errar, que era gps de última geração quase militar etc etc etc, quase tive que dar a ficha técnica da mesa de navegação do trenó do barbudo, mas ainda não ficou convencido e continuou perguntando COMO ele ia deixar o presente, sendo que a gaiuta de proa era pequena pra ele passar.......ohhh meu Deus!!! Nem respondi.

Ai troquei o nome da Vera no contato do telefone para "Papai Noel" e mandei uma msg pra ela que respondeu. Claro que o corretor ortográfico aprontou né.....



E não é que o Papai noel nos achou em meio as ilhas kkkkkk


Ele estava cansado e acabou dormindo,,,,,,


Mas pra abrir presentes despertou rapidinho


Dia seguinte após um bom café da amanha, fomos pra a praia Lopes Mendes. Essa sim, foi a praia mais linda, com águas mais transparentes, com mais peixes que já fui na vida. Estivemos lá tem uns 4 anos, mas do lado da praia e agora estávamos do lado da água, ai é outra coisa.



Aqui a Sandra bateu a foto e o Prieto com o brinquedinho de ultima geração fazendo fotos e filmagens fantásticas.


Essa é nossa ancoragem, e da esquerda para direita nos barcos mais pra fora: Teimoso, Furioso e Tutais


A água tão limpa que dá pra ver a sombra la embaixo, a profundidade ai é de 12m. 


Essa é a foto do drone


DIA 31 - FIM DE ANO

E finalmente saímos do entretanto para chegar ao finalmente,,,,, fim do ano. A flotilha foi dividida, parte foi pra festa na praia e parte para o Tutatis com a Sandra e o Prieto. O Tutatis é um RO 400 de 40 pés, mas deve ser pés de gigante, o cockpit é meu sonho de consumo, como tem 2 rodas de leme e na lateral, tem  uma área enorme de circulação. Um dia quem sabe ......

Taí a ultima foto do ano, todo mundo fica bem arrumado, cabelo penteado, perfume, roupa nova mas,,,,,,,,, descalço,,, sempre kkkkkk


Essa foi nossa festa, como bater foto de celular é uma desgraça, tentamos várias, só sobraram essas 2.


Dia seguinte voltamos pra Lopes Mendes com o Tutatis e passamos o dia lá e desta vez limpamos o casco, até o Marco ajudou mas como ele não afunda, ia só até a metade do leme e voltava como  uma rolha. Havia um limo branco e saia com esponja passando muuuuito de leve.  Ficou show de bola, dia quente, agua fervendo, limpíssima, dava pra ver a corrente até o fundo e a ancora. 

Na volta sai antes e abri a gennaker, havia um vento bom de alheta e não queria mais ouvir o barulho do motor que veio ligado quase toda a viagem mas pra variar o vento não durou nem 15 minutos mas deu pra brincar, incrível como o barco anda com essa vela.

Lá pelas tantas vi um Delta 36 chegando rapidamete pela popa e tinha onda de alheta, onde o barco subia, virava descia e corrigia a rota. Nessa o Delta passou muito perto, como se fosse uma estrada de carro, muito colado e numa onda o Furioso subiu e virou pro lado dele e foi pra cima, o cara deu um pulo pra roda de leme feito um gato virando pra bombordo, tirou uma fina do Furioso kkkkk

Ohh oreia seca, com o mar daquele tamanho e tem que passar raspando, agora aprendeu a manter distância.

Passamos a noite na praia de Palmas se não me engano, aquela que dá acesso a Lopes Mendes por uma trilha e seguimos para o Sitio Forte conhecendo mais 2 praias pelo caminho, Saco do céu e lagoa azul.

O saco do céu estava um caldeirão, cheio e quente, saímos de lá rapidinho e logo depois a tal da lagoa azul, entupido de lancheiro e iates como os da foto a abaixo.


Ficamos a contra bordo do Austral que já estava em angra mas havia se juntado à flotilha naquele dia. Ocorre que o povo de Pgua não esta acostumado a ancorar pela popa, nem precisa. não há tantos barcos nas ancoragens e a correnteza é muito forte, então tem que ficar numa única âncora pra não dar mais problemas, só que aqui,,, NÃO, tem que ter a de popa, ai ficávamos rodando feito pião por causa do vento, outra coisa que não estamos acostumados. Na baia de Pgua, você aproa para a maré.
Peguei o cabo de 50m que tenho a bordo e amarramos na pedra, ai deu certo, mas o lancheiro que estava perto se incomodou e foi embora. 


O Tutais, nem entrou e já seguiu rumo ao Sitio Forte, um tempo depois saímos dali também, já que havia tomado minha dose anual de bagunça, não estou mais acostumado com isso, descobri que gosto de sossego.

E seguimos viagem,, 

Manha seguinte fomos para a marina Brachuy para um dia de rei,,, tomar banho de chuveiro e comer num restaurante  sem ficar com a bunda molhada e com calçado nos pés kkkkk

O deslocamento até lá foi o inferno na terra, eu reclamava dos lancheiros do sul, mas os de lá,,,,, sem comentários passam sem tomar conhecimento de você. Bom, deixa pra lá, estamos de férias.
Lá chegando abastecemos no posto na entrada da Marina e por módicos R$ 280,00 passamos a noite no trapiche. 

Nesse tempo, conhecemos o Fernando, dono de um veleiro de "apenas" 56 pes, imenso é pouco pra descrever o tamanho do barco e pela manha ele estava com um moooonte de parafusos sobre a mesa pra tentar arrumar uma peça mas o parafuso, pra variar, era diferentão, eu até que tinha uns parecido com o que ele queria e dei 2 pra ele e nessa EU ME convidei para conhecer o barco no que ele disse pra subir a bordo, obaaa. Bom,,, o cockpit faz até eco de tao grande e fui convidado a entrar no barco wow,,, legal, MAS,, sempre tem um mas, quando olhei pela gaiuta, vi a família dele laaa dentro, uns 3 anos luz la na frente,,,, aaaai que mico, o pessoal ainda estava tomando café e eu descalço, sem camisa, suando bicas, porque ali fora estava a módicos 36 graus . Ele educadamente insistiu para eu entrar e eu travei, disse que nao, que outra hora voltava mas insistiu mesmo, muito gente fina. Voltei pro meu barco (em frente) e peguei a camiseta e fui.

Caaaara do ceu, quando passei a guaiuta estava a 24 graus,,,, é, 24, quase nevando la dentro,,, caracas!! Pra conhecer o barco dele é um DUFOR 56. dá uma gugada ai que aparece, mas ao vivo e a cores é uma espaçonave e tanto.

A noite fomos jantar numa pizzaria dentro da Marina, muito boa e com preços justos. Pela manhã fomos às compras no mercado, mas acabamos comprando garras de inox, passa cabo, asa de morcego, lixeira e porta trecos e la se foram uns trocos.

Manhã seguimos fomos para ilha do Cedro, onde iniciaríamos o nosso retorno, fim  de férias. buaaa

Durante o trajeto, entrou um ventinho mais ou menos bom mas pra mim não era nada. Subi as velas mas não conseguia ajustá-las e não ia de jeito nenhum, até que o professor Pádua me chamou no rádio e deu as coordenadas de regulagem, ai siiiimmmm o engatei a 2a. marcha e o barco foi. Vento de 10 nós e velocidade do barco de 5 nós,, muuuito bom, melhor performance até hoje e os méritos são do Pádua é claro. Foi num trajeto curto a 1 ou 2 horas de navegada, estava tão entusiasmado que nem lembro.

De novo na Ilha do Cedro, nublada e chovendo, o lugar é lindo até com céu cinza. Passamos a tarde na agua fazendo bagunça e dando rizada e a noite outro xurras, a comilança não tem fim kkkkk.


Ficamos 2 dias ali, fazendo naaaaada. ohh coisa boa e dia 05 aproamos para Ilha Anchieta, já na reta de casa. Todo pano em cima e motor nos 2500rpm novamente chegamos a tardinha.



Chegamos lá e outro aviso de mau tempo. Tentamos achar uma praia que constava no livro SANTOS- RIO, achamos mas era muito pequena e haviam 2 lanchas enormes tomando todo o espaço ai seguimos para o Saco da Ribeira, bem em frente. Ali tivemos a ajuda de outro Velejador, o Eugenio do veleiro Caprichoso, figuraça esse comandante. Ele nos encontrou no Sitio Forte e ficamos em contato o tempo todo que estivemos na Ilha Grande, ele me emprestou a poita dele e passou o contato do marinheiro que prontamente nos atendeu e o Mauricio ficou na poita de propriedade do Marinheiro. Valeu pessoal, muito obrigado pela ajuda.

Dia seguinte zarpamos para passar o dia na Ilha Anchieta, ja que Ilha Bela é bem perto. Dia excelente, sem vento pra variar e no meio da tarde levantamos ancora.

Eu sempre estou com a Mestra mas nesse dia, por preguiça, não a usei e sim a genoa. Chegando proximo a Ilha Bela, entrou um puta vento de alheta e olha só a foto abaixo, 6.65 nós só com a genoa, motor desligado, como podem ver. Imagine se esta a mestra estivesse em cima. Uhuuuu, ia ser uma pauleira só kkkkk.




Tai o Teimoso recolhendo a genoa


E é claro que a alegria durou pouco, em menos de 15 minutos o vento miou e já próximo ao iate clube, chamei "delta 24 na escuta?" e nada, nem resposta, ai chamei de novo "iate clube ilha bela" na escuta" ai veio em 2 segundos e ja indicando que era delta 24 kkkk

Ocorre que um pentelhesimo de segundo após nos amarrarmos à poita entrou um puta vento de trocentos nós de velocidade, não sei quanto, não medi, mas olha o que mexeu o mar.



Olha ai o Teimoso já ancorado


Após um banho de verdade saímos dar um rolé e doar sangue na ilha. Ohhh bichinho dos infernos, se ficar 1cm quadrado sem passar relente você leva várias picadas.


E acabamos numa pizzaria show de bola pra matar a vontade de massas.


Dia seguinte saímos para a ultima perna da viagem, Antonina. Passando a Ilha Bella já sentimos vento contra e mar contra, ninguém merece ohh saco!!. Até a entrada do canal norte estava marcando 36 horas, o que não me convencia de estar certo, era demais, mas decidimos seguir até o través de Santos para nova avaliação e não deu,  acabamos entrando para passar a noite.


Chegando em Santos a noite,,, cara que coisa tensa,,, a luz da cidade confunde com a dos barcos, até o Marco ficou de prontidão.

Chamamos o Iate Clube de Santos para pedir apoio e após vários "um minutinho" fomos autorizados a atracar no trapiche externo por uma noite somente. Bom,,, cavalo dado não se olha os dentes, certo? Então lamba os beiços. Nesse dia tivemos uma baixa na tripulação da Flotilha, a Vera resolveu ir de busão pra casa, desistiu da travessia. A previsão do tempo indicava que deveríamos ficar mais um dia e assim o fizemos, mas desta vez fomos pro Pier 26, uma marina pequena, mas com uma excelente recepção, funcionários alegres e sorridentes e ninguém, mas ninguém, nos perguntou quando iríamos embora, exceto a menina da secretaria é óbvio, lugar tranquilho que recomendo.



E pra variar, como não podia deixar de ser, fizemos ooooutro xurras a bordo, bem,,, só a bordo não, meio a bordo e meio trapiche sentados nos botinhos,,,, como nos acostamos rápido às mordomias kkkk


Dia seguinte zarpamos as 6h, meus cálculos eram de 24h de navegação até o canal norte lembrando que pra entrar e sair de Santos,,, é longe pacas. Foi uma navegada mais que tranquila, sem vento é claro e somente no motor. Passa o dia, passa a noite e eu ia tocar toda a viagem. Primeira vez somente nós, ao longo do dia ficava deitado e tentava dormir para não me cansar a noite e deu certo. Tomei 2 potes de açai e pronto, não preguei o olho. O Mauricio foi a 5 milhas de distancia, mais pra costa. desta vez o mar e vento estavam iguais para os 2. Na altura da Ilha Queimada Grande cruzamos com outro veleiro de Antonina começando as férias dele,,,,, que vontade de dar meia volta aaaaaaaaaaiii que saco.

Tá ai o imediato, aquele pão grandão que ele esta mostrando, nao comeu nem a metade, é uma eterna briga pra esse cara comer.


E assim passamos o dia. Comendo, bebendo, brincando, conversando, cochilado e dormindo. Olhava no binoculo e so tinha agua à frente, voltamos pelo mesmo caminho da vinda, entre 30 e 35 metros de profundidade.


Eu nunca gostei da penumbra, com o cair da noite fico inseguro ainda mais agora que estávamos sozinhos, mas tudo se ajeita, anoitece devagar, os olhos acostumam, fica mais fresco, graças a Deus o mar estava calmo e deu pra cozinhar, apesar de termos comida pronta.

A noite foi super tranquila, os navios que passavam "perto" dava pra ver nitidamente todos eles, mas alguns sem a menor chance de identificar o que era, somente com o tempo dava pra ver pra que lado ia, nesse caso fez muita falta o AIS, aparelho de 2.000 reais que ajudaria muito. É um transmissor, onde tem teu numero (MMSI) que é enviado pra todo mundo ao redor, e o aparelho calcula a possivel rota de colisão soando um alarme. Toquei até as 5h da manhã quando a Le assumiu o comando até as 6:30 quando já estávamos na entrada do canal norte ai ela me chamou de novo (rsrs). Ó só o nascer do sol maravilhoso, mas minha atenção estava em outro lugar, a vista deslumbrante da foto fico aqui vendo com vocês, pelo computador kkkkk


Logo em seguida chega o Marco, despertou cedo. A entrada do canal foi meio tensa porque a maré estava na vazante e beeeem baixa e ali tem muitos bancos de areia. Um pescador até nos chamou no rádio indicando que poderíamos encalhar. Na saída acionei o tracklog do gps, então eu tinha a trilha que fiz quando saímos, ai foi mais fácil.


Bom,,,, ai já estávamos no quintal de casa e até que conheço alguma coisa, mas não pensem que as emoções acabaram por ai. Passando pela ilha das cobra, que é próxima do porto de Pguá. eu vi um navio container passando, mas até ai nada de mais, olhei o rumo, o canal, se nós estávamos fora do caminho e pronto, fui à proa arrumar os cabos, pouco depois o Marco me fala da onda chegando. Olhei e demorei a identificar onde estavam..... Caaaaara do céu, quando me dei conta pulei rápido pro cockpit, avisei todo mundo de "onda grande, segura", desacoplei o Jarbas e virei o barco. Puuuta que pariu, pensa numa onda grande, mas lazarenta de grande, o cão chupando manga e o Furioso subiu, alias, escalou a onda, essa foi fácil, ai desceu, e na descida já tinha a outra logo ali e enterrou a proa na água que foi até a 1a. gaiuta e subiu feito  um peixe saltando da água e já tinha a 3a. onda engatilhada e na descida já enterrou a proa de novo, desta vez a água veio até o cockpit Puta susto, tudo isso em 15 ou 20 segundos. Um barco maior acredito que não passaria tanto apuro mas o Furioso é um barco pequeno, de 28 pés, mas com um projeto extraordinário, por sorte fizemos em 45 graus o barco não adernou, senão alguém teria se machucado. Dali até a poita foi uma faina daquelas e chegando lá a temperatura estava pra mais de 40 graus fácil e não é que havia um barco na minha poita,,,, ninguém merece né, é como voce chegar de carro em casa, a noite, cansado e ter a tua vaga ocupada......... ai o marinheiro disse pra eu deixar na ancora que depois colocava no lugar, ahh sem chance. Cansado, com fome e com sono insisti e pronto, acharam um lugar para o intruso.

Fiquei muito contente com o barco, 1a. vez tanto tempo longe de casa, 811 milhas náuticas percorridas e tudo na mais perfeita ordem, excelente. Tai o os dados da viagem,




É isso gente,,, foram 30 dias a bordo, num barco feito por mim, literalmente "made in fundo de quintal" mas muito bem equipado e seguro.

A nosso entender, num 28 pés voce passa muito bem o fim de semana, passa bem um feriado prolongado, também passa muito bem 30 dias a bordo então a tua paciência é o limite. É pequeno sem dúvida, mas o intuito é passear e você ficará muito tempo fora dele, certo? No cockpit.

Quanto aos equipamentos, so me faltam o AIS e a estação de vento. Tá, os céticos vao dizer que tem que navegar no instinto bla bla bla bla bla,,, ok, estão cobertos de razão, entendo e concordo. Mas vou comprar um AIS e uma estação de vento.

Por fim, desculpem os erros de portugues, frases sem sentido e principalmente a falta de acentuação, ahh ninguem merece.

Abracos a todos e até a proxima

T+

JD